Três regras práticas para traduzir um problema em linguagem institucional
Primeira
Substituir adjetivos por números
Em vez de dizer demasiado, insuficiente ou preocupante, traduz-se o problema para uma métrica: percentagem, tempo, taxa, desvio face ao alvo. O tom deixa de ser opinativo e passa a ser operacional.
de opiniãopara indicador
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Segunda
Ligar o problema a um indicador existente
Não se inventa um novo termómetro para cada discussão. O serviço deve ancorar a queixa num indicador que a instituição já acompanha — produção, tempos de espera, cancelamentos, readmissões, satisfação, consumo de recursos, ou outro já reconhecido.
indicador já existentesem reinventar a roda
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Terceira
Descobrir a quem dói na hierarquia
A pergunta decisiva é: quem sente o incumprimento acima do serviço? Se não dói a ninguém com poder para actuar, o problema não existe institucionalmente — mesmo que continue a existir clinicamente.
dor hierárquicaimpacto real