Laboratório · consulta externa

Duas filas, a mesma agenda

O serviço dispõe do mesmo tempo clínico para responder a duas necessidades: receber novos doentes e acompanhar quem já está em seguimento. Percorra os quatro passos para perceber quando uma alteração da agenda reduz a espera — e quando apenas a desloca para a outra fila.

Escolha o contextoLeia a procura, os tempos e a espera inicial.
Distribua o tempoO total mensal permanece fixo.
Faça a contaCompare procura e consultas possíveis em cada fila.
Teste uma políticaVeja se a procura muda ou apenas a agenda.

Simulação pedagógica hipotética. A procura mensal é constante e cada primeira consulta realizada acrescenta uma necessidade de seguimento. O modelo começa com filas já acumuladas, mas não prevê tempos individuais de espera, prioridades, faltas, abandono da fila ou agravamento clínico, nem recomenda um rácio ou uma dotação real.

Uma capacidade fixa durante doze meses

Altere uma decisão de cada vez e leia primeiro a conta mensal. O gráfico mostra a acumulação dessa diferença ao longo de doze meses.

Passo 1

Escolha um perfil pedagógico

Os perfis não são especialidades reais. Mostram como a mesma agenda produz resultados diferentes quando mudam os tempos e a procura.

900 htempo clínico por mês
30 minpor primeira consulta
20 minpor seguimento
300 / mêsnovos pedidos
900 / mêsseguimentos necessários
7 800seguimentos em espera no início
Passo 2

Distribua o mesmo tempo mensal

Mover o controlo dá mais tempo a uma fila e retira exactamente esse tempo à outra. Não cria minutos adicionais nem reduz a procura.

Os restantes 75% ficam reservados para seguimentos.
Primeiras 25%
Seguimentos 75%
Passo 3

Leia a conta mensal antes de olhar para o gráfico

Subtraia às necessidades mensais o número de consultas que a agenda consegue realizar. Um saldo positivo acrescenta espera; uma margem pode reduzir espera já acumulada.

Primeiras consultas

300 pedidos − 450 consultas = −150 / mês

Existe margem para reduzir até 150 primeiras consultas em espera por mês.

Passo 4

Compare a mesma agenda com e sem redução hipotética da procura elegível

Active a hipótese apenas depois de observar as duas filas sem política. A distribuição do tempo não muda; muda somente a procura mensal de seguimentos considerada clinicamente elegível.

Sem política: não são simuladas altas da consulta; cada primeira realizada acrescenta uma necessidade de seguimento.

O que mudaAo activar, 10% das necessidades de seguimento existentes em cada mês têm alta após revisão clínica.
O que não mudaO orçamento nominal mantém-se em 900 horas (54 000 minutos); o arredondamento a consultas completas pode deixar minutos sem slot.
O que não se pode concluirO modelo não identifica doentes elegíveis nem demonstra que dar alta a 10% seja clinicamente seguro.
Evolução das duas filas durante doze meses Com vinte e cinco por cento do tempo para primeiras, a espera inicial por primeira consulta diminui e não existe atraso de seguimento.

Fila inicial de primeiras

—

no início da simulação

Fila final de primeiras

—

ao fim de 12 meses

Seguimentos inicialmente atrasados

—

no início da simulação

Seguimentos atrasados no final

—

ao fim de 12 meses

—
Como ler as linhas do gráfico?

Cada linha começa na espera inicial e soma, mês após mês, a diferença entre procura e consultas realizadas. Uma linha a subir significa acumulação; uma linha a descer significa que existe margem para reduzir a espera anterior; uma linha horizontal significa que a capacidade corrente cobre apenas a procura corrente.

O modelo não mede segurança nem prevê o percurso de um doente. Por simplificação, cada primeira consulta realizada gera exactamente uma necessidade de seguimento no mesmo mês. Não são simulados intervalos diferentes entre consultas, prioridades, faltas, desistências, agravamento clínico ou variação sazonal. Os perfis são contrastes pedagógicos e as percentagens de alta testadas não são metas. Decisões reais exigem dados locais e julgamento clínico.