Capítulo 12 · Gestão da Mudança
Ciclo PDSA (Plan–Do–Study–Act): derivado do ciclo de Shewhart e desenvolvido por W. Edwards Deming; integrado no Model for Improvement (Langley, Nolan et al.) e difundido pelo Institute for Healthcare Improvement como a abordagem dominante na melhoria em saúde.
1 · As quatro fases do ciclo
Definir a alteração a testar, quem, quando e como — e, sobretudo, a medida que dirá se resultou.
«Na próxima quinta, os cinco primeiros doentes levam o novo impresso. Medimos quantos saem com a medicação conferida.»
Fazer o teste em pequena escala e registar o que acontece — incluindo o que correu mal e o que não estava previsto.
«Correu com quatro dos cinco. No quinto a consulta atrasou-se e não houve tempo — ficou registado.»
Comparar o resultado com a medida definida antes. É a fase mais saltada — e sem ela não há ciclo, há tentativa e erro.
«Quatro em cinco conferidos, contra a média habitual de dois. Mas o impresso demora quando a consulta está atrasada.»
Decidir: adoptar, adaptar ou abandonar. E se se adopta, testar na escala seguinte — nunca saltar para todo o serviço.
«Adaptamos: encurtamos o impresso para três campos e repetimos com dez doentes.»
2 · A escada da escala — crescer só nos ciclos que resultaram
Início
5 doentes
Uma semana, sem comissões, sem aprovações
Ciclo 2
10 doentes
Só se o anterior resultou
Ciclo 3
Um turno completo
Com o ajuste aprendido
Ciclo 4
Uma equipa, uma semana
Evidência local e credível
Ciclo 5
O serviço, um mês
Pronto para se tornar o modo normal de trabalhar
3 · O argumento político — metade do valor do método
Sem PDSA
«Concordas com a minha ideia?»
Um debate de opiniões em que quem discorda tem de admitir publicamente que estava errado. Quem tem mais estatuto ganha — e a mudança fica refém da hierarquia.
Com PDSA
«Queres ver os dados?»
Uma pergunta empírica que qualquer médico está treinado para levar a sério. Ninguém precisa de mudar de posição para aceitar um teste de cinco doentes — e é muito mais difícil recusar-se a olhar para o resultado.